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EXECUTIVO, ACIONISTA OU DONO? Quais as diferenças?

Publicado: agosto, 2018

O EXECUTIVO, ACIONISTA OU DONO? – Cuidado! Isso pode engolir sua vida!

Experimente migrar para a posição de acionista de seu negócio.

Em nossa cultura empresarial não temos clara a figura do sócio acionista e assim surge o chamado popularmente de dono da empresa. Isso devido principalmente a raiz familiar e ao porte da maioria das empresas, que em certa fase não comportam outra figura de nível condizente para a condução do negócio e posteriormente isso se perpetua como se essa fosse a única forma de viver e conduzir um negócio de sucesso.

Conceituando:

Dono

É o acúmulo das funções de executivo e acionista na mesma pessoa.  É, para a pessoa física do(s) sócio(s) da empresa, que atuam em funções executivas, a figura maléfica do “cruzamento” do executivo e do acionista, que exige todo o ritmo de um executivo, acumulado com toda a responsabilidade e o ônus de ser acionista e ainda, na maioria dos casos, tolhe a oportunidade de usufruir os resultados do seu negócio, pois além do desgaste e da responsabilidade, isso lhe engole todo seu tempo e energia. Maléfica porque o trabalho como executivo tende a sugar energia intelectual dos fundadores do negócio e muitas vezes isso faz falta no alinhamento estratégico mais fino do negócio, na frieza de cabeça para tomar decisões, no tempo de reflexão e principalmente, fazer a diferença com sua experiência. Este é um fator que tem como consequência não rara, fazer com que muitas empresas entrem em um looping de crescimento e fiquem estagnadas sem conseguirem mais sair do lugar.

Acionista

A empresa para ele é um bem patrimonial para produzir resultados traduzidos em rentabilidade. É a figura que na realidade a grande maioria dos empreendedores querem ser no futuro. Ter um ou vários negócios geridos por executivos profissionalizados e ele como acionista, apenas atua no conselho de administração ou trabalha em tempo reduzido na empresa, em nível estratégico, aconselha, apoia em decisões, monitora e participa dos resultados. Não tem o compromisso desgastante do dia a dia o que lhe abre oportunidades para expandir suas oportunidades de negócios em outras áreas e principalmente viver melhor.

Executivo

A empresa para ele é um trabalho, uma atividade. É a figura que age mesmo como um empregado da empresa, é responsável pela condução da equipe, execução das estratégias, problemas do dia a dia, expediente, extra expediente, enfim é a linha de frente do negócio.

O modelo de empresa dirigida pelo(s) dono(s), que é necessário para empresas até certo porte, acaba perpetuando mesmo no crescimento das empresas e por esses fatores, é predominante na grande maioria delas mesmo quando atingem porte maior. Isso, além de gerar risco de sucessão nos negócios, consome muito da energia produtiva do(s) sócio(s) que também atuam como executivos e certamente prejudica o desempenho da empresa, porque o “Dono”, diferente do executivo, ele tem a prerrogativa de decidir não andar aquela milha a mais, deixar para amanhã, resumindo tem o poder de decidir não fazer algo que certamente seria exigido de um executivo profissional, em outros casos mesmo que a competência e a determinação o dono tenha a mesma postura do executivo, a exaustão do acúmulo de responsabilidade, desgaste com sócios no dia a dia, abre a possibilidade de impacto negativo nos resultados do negócio.

E QUAL A VANTAGEM DE SER APENAS ACIONISTA?

Existem várias coisas a se considerar:

  • Ganho de qualidade de vida. Na maioria dessas situações, isso ocorre já na fase a partir dos 40 a 50 anos quando a maturidade já começa exigir decisões mais inteligentes para que a vida faça sentido diante de tanta correria, quando já se sabe mais valorizar o equilíbrio entre o significado da vida, a convivência com a família, o usufruto do que se conquistou e o acúmulo patrimonial.
  • Realização pessoal. Após o esforço de construir negócios de sucesso, ter a oportunidade de viver em um ritmo mais dosado de trabalho, mais inteligente e potencialmente mais produtivo, obviamente é muito confortante para um empresário que obviamente isso se traduz na realização de poder viver com mais qualidade, continuar na ativa, mas usufruir com sua família daquilo que deu sua vida para construir.
  • Queda no vigor físico. A fase da maturidade chega junto com o declínio do vigor físico, e algumas “faturas da vida” que se paga em problemas de saúde. Embora a experiência da vida já ensine alguns atalhos, é natural quem não se tenha mais o pique para manter o ritmo de trabalho que a função executiva exige, e lutar contra isso é se expor a um desgaste extremo que o corpo e a saúda fatalmente não terão resistência suficiente.
  • Menos braço, menos relógio e mais intelectualidade. Melhor proveito da experiência

Obviamente que para quem já viveu as experiências da vida e dos negócios, será muito mais produtivo que seu trabalho seja focado em produzir mais com a experiência e conhecimento que com o seu vigor físico. Nessa posição é o momento de usufruir da sabedoria que a vida dá. Somando-se a inteligência, o conhecimento e a experiência, os resultados certamente estarão mais perto e com menos esforço.

  • Construção de oportunidades. A figura de acionista abre inúmeros horizontes, e com algum capital, expertise de negócios e relacionamentos, obviamente oportunidades aparecem que certamente podem ser muito produtivas e rentáveis para a “diversão” no investimento em novos negócios.
  • Mudança de foco de negócio. Normalmente o empresário que cresce, é muito focado no seu ramo de negócio. Como acionista, seu foco pode mudar para resultados e rentabilidade, se isso vem do ramo alimentício, madeireiro, industrial, comercial ou digital, pouco importa, o que é necessário apenas criar uma estrutura necessária para controlar esse portfólio e alcançar resultados da mesma forma.

Como é o processo de migração para ser ACIONISTA?

Como diz o ditado, esse são outros carnavais. O principal conselho: não tente fazer isso sozinho! Um erro nesse processo pode colocar tudo a perder. Isso é trabalho para especialistas, requer planejamento, tempo e um ritmo de implantação condizente com a cultura do negócio e dos sócios para que se faça um projeto de sucesso.

O certo é que nada na vida vale a pena se não puder usufruir do dinheiro que se ganha. Pensar nisso é bom, fazer com que a vida dê um bom retorno de tudo o que se investiu em tempo vigor e renúncias para formar o patrimônio é o que todos chamam de sucesso.

Eroni Fernandes

GELD GROUP

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